Hoje me perguntaram: "O que é que você viu nele?". Pensei por alguns segundos... "O que fez eu gostar tanto dele?". Respondi, ainda acanhada por saber que você não era mais o mesmo por quem eu havia me apaixonado.
— Ele é legal.
Ele é legal? É isso que eu tenho a dizer? Depois de tudo? Não pode ser! E não, não era. Eu que não sabia que tinha muito além disso.
Em seguida ao lembrar de tudo o que aconteceu e como ele me fazia bem, continuei:
— E... Ele tem o sorriso de canto mais lindo que eu já vi, os ombros largos são perfeitos para encostar a cabeça (tenho certeza que foram feitos para isso), os olhos profundos, parecidos com o encontro do rio e do mar quando não dá pra saber se é verde ou azul. Um jeito de me tirar um sorriso e um riso que ninguém antes conseguiu fazer. Também as piadas sem graça que eu ria por educação, o abraço confortável, quentinho e que me enlaçava até a alma. Foi como um aproximava o outro de Deus e fazíamos que fosse melhores um para o outro e consequentemente para o mundo. E ele acreditava em mim, botava uma fé danada, com ninguém antes. É só isso. Tudo isso.
E claro as coisas que ninguém nunca saberá sobre nós.
Olho para os lados e vejo alguém que não reconheço mais. Alguém por quem não me apaixonaria hoje. Alguém que passou e deixou saudade. Tenho tudo de uma pessoa que não tenho mais. De repente me pego apaixonada novamente por alguém que não existe mais.
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