Sonho com você todos os dias, principalmente quando estou acordada. É daqueles sonhos bons, tranquilos e bonitos, sabe? Aqueles que se repetem por meses e não nos importamos. Os que quando acordamos, só queremos dormir para sonhar novamente. E o mais surpreendente dos sonhos é que eles podem se tornar realidade. Mas você não é um desses, você nunca vai se tornar realidade. Minha realidade. Por isso me deixe dormindo, ao menos nos sonhos eu te tenho.
Até que é bom ficar nos imaginando andando de mãos dadas, fazendo caretas nas fotos e declarações. Seríamos esses tipinhos de casais cafonas. E lindos. Porque suas mãos enormes combinam tanto com as minhas pequenas e seus olhos verdes ficam lindos em contraste com os meus quase pretos. Sua calmaria deixa meu caos leve e minha confusão bagunça sua paz. O seu jeito de proteger todos combina com o meu "ele tem que se virar". Entende? Somos completamente opostos. O avesso do outro. Mas o avesso as vezes é o correto. E a gente faria dar certo. Porém, nos meus sonhos.
E o que importa é que eu tentei. Tentei te fazer real, mas você era uma fantasia. Tentei um amor, mas era platônico. Tentei um sorriso, mas era forçado. Tentei te enlaçar, mas descobri que não gosta de embrulhos. Desisti de tentar e comecei a te aceitar como um sonho e só. Sonho não realizado; incompleto, mas idealizado de perfeição, amor e carinho. Sonho em que me prendo e não pretendo sair. E ainda que pretendesse, seria impossível. Pois isso é uma prisão, uma cela, um cativeiro e eu me apaixonei pelo aprisionador.
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